San Martin em 1902 realizou o primeiro procedimento no sentido de fazer chegar sangue arterial por via venosa retrógrada em territórios de grande isquemia. Da mesma época são também as constatações de Gallois e Pinatelle em 1903 de que para vencer os obstáculos das válvulas venosas se faz necessária, uma força muito maior que a pressão arterial normal (Lengua, 1984). Abalos em 1909 foi quem empregou pela primeira vez o sistema venoso superficial, para confecção de uma fístula, mediante a comunicação da safena magna com a artéria femoral. Helsted e Vaughan (1912) criticaram duramente estes procedimentos, embora Roussiel em 1919 reunindo 63 casos tenha demonstrado êxito em 25% deles (Lengua, 1984).

Szylaghyi et al. em 1951, ícone da cirurgia vascular da época, condenou o método, depois de aplicá-lo em nove casos, com 100% de maus resultados, confeccionando fístulas arteriovenosas em vasos femorais.

Root e Cruz et al. (1965) e Matolo et al. (1976) demonstraram experimentalmente que as fístulas latero-laterais permitiam um bom retorno venoso e melhores resultados, que aquelas término-laterais, que por sobrecarga venosa, levavam a edema, equimose e necrose.

Courbier et al. em 1973 e principalmente Lengua com seus trabalhos a partir de 1974, passaram a estender suas fístulas até o pé, obtendo a irrigação dos dedos e melhores resultados do que seus antecessores.

A arterialização do pé foi empregada pela primeira vez por Lengua (1975) em um paciente diabético com resultados animadores. Sem dúvida, ela não teve uma boa aceitação e só passou a ser adotada depois que os casos tratados foram aparecendo em publicações de outras equipes de cirurgia vascular (Pokrovskii et al,1996; Rowe,2002).

Enxertos venosos com safena reversa derivando a circulação da artéria mais distal que apresente bom fluxo, até o arco venoso do pé, foram realizados por Courbier et al em 1973, Lengua em 1974, 1984, 1993, 1994, 1995 e 2001, Sheil em 1977; Porkrowski et al em 1990 e 1996, Chen et al em 1998, Taylor et al em 1999, Engelke et al em 2001, Rowe em 2002,, Özbek et al em 2005, Gavrilenko et al em 2007, Keshelava et al em 2009, Alexandrescu et al em 2011, Djoric et al em 2011, e Mutirangura et al em 2011.

Nós (Busato et al,1999 e 2008) como Gasparis et al (2002) e Lozano et al (2002), mantivemos a safena magna arterializada “in situ”.
Arterializações do arco venoso da mão tem sido realizada com sucesso por método semelhante relatadas nas publicações de Kind (2006), Pokrovski et al (2007), Chloros et al (2008), Nguyen et al (2011)  e Matarrese (2011).

Houlind (2013) apresentou resultados sofríveis com a técnica, chamando atenção para necessidade de melhora na técnica.

Schereve (2014) comparou a arterialização venosa com pontes arteriais inframaleolares mostrando resultados semelhantes.

Trabalhos experimentais de Sasajima(2014) (2013), Koyama (2014), Ozbeck (2014), Djoric (2012) foram direcionados a demonstrar os mecanismos pelos quais os bons resultados clínicos são obtidos.

Busato(2014) em trabalho de pesquisa ainda não publicado demonstrou que o corante Tinta da China interposto entre a artéria doadora e a veia receptora foi encontrado em capilar arterial da extremidade.

Visita do Dr Francisco Lengua Almora a Santa Casa de Misericórdia de Ponta Grossa

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